Policiais são flagrados colocando sacola na cabeça de mulher em abordagem no RS

Neste último domingo, 1º de janeiro, uma abordagem policial acabou revoltando milhares de internautas, com o caso acontecendo em um bar localizado no município de Novo Hamburgo (RS). Na ocasião, a abordagem foi filmada através de testemunhas que se encontravam no local e, através das gravações, é possível ver autoridades policiais abusando do poder.

De acordo com as informações concedidas através de testemunhas, as autoridades chegaram até a localidade, fechando a posta do estabelecimento com o objetivo que a abordagem ocorresse no interior. Contudo, as testemunhas conseguiram visualizar o momento através de frestas das portas, realizando gravações.

Através das imagens, é possível ver, com exatidão, os policiais colocando o saco plástico na cabeça de uma mulher, ato conhecido por ser usado para realizar torturas.

Com o sigilo de sua identidade sendo respeitado, a mulher foi procurada pela imprensa, explicando que a abordagem realizada pelas autoridades policiais havia se iniciado com seu marido e, após, ela também havia se tornado vítima dos abusos. A mulher enfatiza que os policiais estavam pedindo informações, contudo, ela não sabia do que se referia.

Segundo a vítima, os policiais fugiram do local após perceberem que pessoas estavam gravando naquele momento, chegando a ameaçar quem estavam no estabelecimento e afirmando que todos morreriam caso a gravação vazasse. Como se não bastasse, os policiais ainda roubaram bebidas e dinheiro antes de deixar o local.

Após a repercussão envolvendo o caso, Vladimir da Rosa, Corregedor da Brigada Militar do Rio Grande do Sul tomou a decisão de se pronunciar, dizendo que a ocorrência em questão fugia do “padrão”. As autoridades que estavam envolvidas no crime estão afastadas dos cargos, sendo investigados pelos atos cometidos e tomando a decisão de ser manter em silêncio durante os depoimentos.

Foi informado pela Corregedoria que, agora, os policiais deverão participar de programa de reciclagem em decorrência dos recorrentes casos de violação dos direitos humanos.



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