Um casal foi preso após serem acusados de abusar sexualmente de suas filhas e ainda vender vídeos com cenas do abuso nas redes sociais. O crime ocorreu em Paraty, no Rio de Janeiro, e as vítimas menores de idade são duas meninas, uma de 6 anos e uma 1 ano e 3 meses.
Segundo a Polícia Federal responsável pelo caso, a Operação Non Matri – que em latim significa “não é mãe” – teve ínicio após indícios apontados da Agência da União Europeia para a Cooperal Policial (Europol) para o Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal.
Segundo a Polícia, a Europol analisou e informou o sistema brasileiro sobre a venda e divulgação dos vídeos contendo os abusos cometidos contra as duas meninas. Os agentes do exterior ainda conseguiram identificar quem era a mãe e as duas vítimas, assim, teria sido possível cumprir os dois mandatos de busca e apreensão contra os gestores das crianças.
O homem e a mulher que foram detidos irão responder pelos crimes de estupro de vulnerável, que está previsto no Código Penal brasileiro, e por compartilhar e armazenar de conteúdo contendo pornografia infantil, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Se condenados, os casal pode pegar a pena máxima no Brasil que é de 25 anos de prisão.
Segundo o portal de noticiais UOL, mais detalhes sobre o caso, como a identidade das vítimas e dos autores do crime e sobre as prisões não foram divulgados a imprensa para assim preservar as investigações que ainda estão em andamento. O paradeiro das duas crianças também não foi divulgado.
A Polícia Federal ainda descobriu que o casal havia comentando os abusos há pelo menos um ano, e que eles ainda cobravam entre R$ 150 e R$ 200 por cada vídeo.