Criminosos adaptam técnicas da Guerra da Ucrânia ao uso de drones no Rio

Drones Armados: A Nova Realidade do Crime Organizado no Rio de Janeiro

Na última terça-feira, um incidente chocante ocorreu no Morro do Sereno, localizado no Complexo da Penha, Rio de Janeiro. Uma casa foi atingida por um artefato explosivo, supostamente lançado por um drone durante uma intensa disputa entre facções criminosas, especificamente o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Essa situação levanta um alerta sobre uma nova fase da criminalidade no estado, onde a tecnologia de drones está sendo utilizada como uma ferramenta de ataque.

O Crescente Uso de Drones no Crime

Esse episódio não é isolado. De acordo com dados de um levantamento exclusivo, desde o surgimento do uso de drones para lançamentos de explosivos há cerca de dois anos, as organizações criminosas têm demonstrado um notável aprimoramento nas técnicas de ataque. O primeiro caso documentado ocorreu em julho de 2024, na Favela do Quitungo, em Brás de Pina, onde uma bomba caseira foi lançada durante um confronto entre facções. O Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) confirmou que o artefato era artesanal, sem qualquer indício de produção industrial.

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