Vigilância sanitária faz inspeção em hospital que 35 bebês morreram em SP

Investigação Revela Mortes de Bebês em Hospital de São Paulo: O Que Está Por Trás dos Fatos?

No dia 23 de junho de 2026, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo realizaram uma inspeção no Hospital e Maternidade Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital paulista. Essa ação foi desencadeada pela preocupação com os 35 óbitos de bebês que ocorreram na unidade, que faz parte do grupo Hapvida, ligado ao NotreDame Intermédica.

O Que Foi Avaliado na Inspeção?

A inspeção focou em diversos aspectos das operações do hospital, incluindo as condições dos setores neonatal e pediátrico. Os investigadores avaliaram os protocolos de higienização e prevenção de infecções, além de monitorar indicadores assistenciais relevantes. Informações foram coletadas para analisar as mudanças no perfil de atendimento dos bebês, com especial atenção àqueles que apresentavam alta complexidade médica.

De acordo com a Secretaria de Saúde, toda a documentação coletada durante a inspeção está sendo analisada para que sejam tomadas as devidas medidas administrativas.

Contexto das Mortes

Na quarta-feira anterior, 21 de junho, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) havia informado que a polícia foi notificada sobre seis mortes de bebês no Hospital Salvalus, e a investigação está sendo conduzida pelo 8º Distrito Policial, localizado no Brás. A polícia convocou testemunhas e profissionais de saúde da unidade, além de realizar uma análise detalhada dos prontuários médicos das vítimas, buscando esclarecer as causas das mortes.

Desde o início das investigações, várias famílias começaram a se manifestar, relatando mortes que ocorreram na unidade. Segundo Eduarda Fragnan Gomes, assistente jurídica do escritório que acompanha os casos, muitos dos relatos estão relacionados a ocorrências deste ano. Os familiares têm levantado preocupações sobre falhas no acompanhamento médico, demoras no atendimento de emergências e problemas relacionados à higiene das instalações.

Posicionamento do Hospital

A Hapvida divulgou uma nota afirmando que está colaborando com as autoridades e que atende casos de alta complexidade, que incluem prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e doenças infecciosas. O hospital também ressaltou que as situações clínicas dos bebês não podem ser atribuídas a uma única causa sem a devida comprovação técnica.

Além disso, o hospital destacou que mais de mil crianças receberam atendimento no ano corrente, com uma assistência individualizada prestada por equipes especializadas. Até o momento, os dados apontam para históricos clínicos distintos, sem evidências de uma origem infecciosa comum entre os casos analisados.

Reflexões Finais

Esse caso levanta questões sérias sobre a qualidade do atendimento em hospitais públicos e privados, especialmente em se tratando de unidades que lidam com a vida de recém-nascidos. As investigações em andamento são essenciais para esclarecer os fatos e garantir a segurança das famílias que dependem desses serviços de saúde. Enquanto aguardamos mais informações sobre o desfecho dessa situação, é importante que os responsáveis se mantenham atentos e conscientes sobre os direitos e a saúde de seus filhos.

Chamada para Ação

Se você ou alguém que você conhece teve experiências similares, não hesite em compartilhar sua história. A conscientização pode ajudar a prevenir futuros incidentes e garantir que as vozes dos afetados sejam ouvidas.



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