Integrante do Comando Vermelho de Mato Grosso é presa em operação no Rio

Mulher do Comando Vermelho é presa em operação de combate ao crime no Rio de Janeiro

Na última sexta-feira, dia 18, uma ação policial de grande impacto ocorreu no Rio de Janeiro, resultando na prisão de uma mulher suspeita de ser parte de um núcleo do Comando Vermelho (CV). Essa operação, conhecida como Operação Nocaute, foi liderada pelas polícias civis de Mato Grosso e do Rio de Janeiro e visava desmantelar uma organização criminosa que estava envolvida em atividades de lavagem de dinheiro e outros crimes.

A prisão de Ingrid Portugal de Moura

A mulher presa, identificada como Ingrid Portugal de Moura, foi encontrada por agentes da DRACO-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais). A prisão dela foi realizada com base em um mandado de prisão preventiva que foi emitido pela Justiça do estado de Mato Grosso. A operação foi parte de um esforço maior para combater a criminalidade que afeta a segurança pública.

Contexto da investigação

A investigação que levou à prisão de Ingrid teve início em Sinop, uma cidade localizada em Mato Grosso. Durante o processo investigativo, foram descobertas conexões entre os membros do grupo criminoso em Mato Grosso e outras pessoas que operavam no Rio de Janeiro. Essa ligação entre os estados indicava a complexidade das operações do grupo e a necessidade urgente de uma ação coordenada para interromper suas atividades.

Um esquema de movimentação financeira

Além da prisão, a Operação Nocaute também visa atacar a movimentação financeira ligada a essa organização criminosa. No total, a Justiça autorizou um total de 51 medidas judiciais, que incluíam 11 mandados de prisão preventiva, 13 mandados de busca e apreensão, 13 quebras de sigilo telefônico e telemático, além de 14 medidas de sequestro de bens e valores. Esse conjunto de ações demonstra a seriedade da operação e a determinação das autoridades em combater a criminalidade organizada.

Transferências suspeitas e ameaças

Durante a investigação, os policiais descobriram que uma das vítimas do grupo foi ameaçada para realizar transferências bancárias que totalizaram aproximadamente R$ 169 mil. Os investigadores conseguiram traçar o caminho do dinheiro, que inicialmente passou pelas contas de dois suspeitos e, em seguida, foi redistribuído para outros indivíduos que estavam associados à organização. A análise detalhada das movimentações bancárias e dos dados telemáticos foi fundamental para identificar os diversos membros do grupo e suas respectivas funções.

Desdobramentos da Operação

A Operação Nocaute é um desdobramento de uma operação anterior chamada Operação Primum, que ocorreu em novembro de 2025. Naquela ocasião, a Polícia Civil conseguiu apreender uma quantidade significativa de material que acabou aprofundando a investigação sobre a atuação e o fluxo financeiro dos suspeitos. A continuidade das investigações é crucial para desmantelar completamente a rede criminosa.

Buscas por foragidas

Além de Ingrid, outras duas mulheres estão sendo procuradas pelas autoridades e permanecem foragidas. As equipes de policiais estão em campo, realizando buscas intensivas para cumprir os mandados de prisão e garantir que todos os envolvidos na organização sejam responsabilizados por seus atos. A Operação Nocaute está sendo realizada de forma simultânea em cinco cidades tanto em Mato Grosso quanto no Rio de Janeiro, mostrando a amplitude da ação e o comprometimento das forças de segurança.

Conclusão

As operações de combate ao crime organizado são fundamentais para a manutenção da ordem e da segurança nas cidades. A prisão de Ingrid e as investigações em andamento são um passo importante para desmantelar redes que ameaçam a sociedade. A luta contra o crime é contínua e exige um esforço conjunto das autoridades e da população para que possamos viver em um ambiente mais seguro.



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