Anitta diz que teve medo de assumir religião: “Era prejudicial”

Anitta e sua Jornada Espiritual: A Coragem de Ser Quem É

A cantora Anitta, com seus 33 anos, recentemente compartilhou um lado muito pessoal de sua vida em uma participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, que foi ao ar na última terça-feira, dia 11. Durante uma conversa franca com a apresentadora Cissa Guimarães, Anitta revelou que, por muito tempo, escondeu sua ligação com o candomblé, temendo que essa revelação pudesse prejudicar sua carreira e seus contratos publicitários.

O Medo do Preconceito

Em um desabafo tocante, a artista explicou que teve que “sair do armário” em relação à sua fé, pois o receio de sofrer preconceito era grande. Anitta compartilhou que mesmo após sua iniciação no candomblé, a insegurança sobre como isso poderia afetar sua imagem pública ainda a acompanhava. “Porque tem isso, né? Você tem que sair do armário. Eu não tinha saído do armário ainda porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender… Aí, imagina, eu comecei sem dinheiro, não tinha casa, não tinha nada. Imagina o medo”, contou.

Um Dilema Interno

Durante esse período, Anitta enfrentou um dilema interno profundo. A pressão do público e a cobrança por posicionamentos políticos a deixaram angustiada, pois ela temia que, se sua ligação com o candomblé fosse revelada, isso poderia significar o fim de sua carreira. “Teve uma hora que eu não aguentei. Falei: ‘gente, eu sou macumbeira’”, relembrou a cantora, enfatizando como a falta de representantes de sua geração na música que abordassem temas semelhantes a deixava ainda mais insegura.

A Influência da Diversidade

Anitta cresceu em um lar que mesclava diferentes crenças, frequentando tanto a Igreja Católica quanto terreiros de candomblé e umbanda. Essa diversidade religiosa contribuiu para sua formação, mas o assunto só ganhou destaque publicamente em 2020, quando a artista decidiu assumir sua fé. Desde então, ela tem incorporado suas experiências espirituais em suas produções artísticas, como pode ser visto em seu último álbum, “Equilibrivm II”.

Um Passo para a Liberdade

Ao falar sobre sua jornada, Anitta expressou como a ausência de referências de outros artistas do pop que compartilhassem experiências semelhantes a deixava insegura. “Não tinha ninguém da minha geração do pop falando isso, na minha bolha, o que eu acompanhava. E aí, fui, comecei a falar e me senti livre, me senti liberta”, disse, refletindo sobre como a aceitação de sua espiritualidade a ajudou a se sentir mais autêntica.

Reflexões Finais

A coragem de Anitta em falar sobre sua fé e suas experiências com o candomblé é um passo importante não só para sua carreira, mas também para a representatividade de diversas crenças na indústria da música. Ao abrir seu coração, ela inspira outros a aceitarem suas identidades e a se libertarem de preconceitos. A conexão dela com sua religião não é apenas uma parte de sua vida pessoal, mas também um elemento que enriquece sua arte, trazendo uma nova dimensão às suas músicas e performances.

Assim, Anitta não é apenas uma artista de sucesso; ela é também uma voz que desafia estigmas e busca promover a aceitação e a diversidade. Ao final, sua história nos lembra da importância de sermos verdadeiros conosco mesmos e de abraçarmos quem realmente somos, independente do que os outros possam pensar.



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