A Justiça de São Paulo decidiu converter em prisão preventiva a detenção de Breno de Souza Castro, de 24 anos, acusado de matar as próprias filhas, de 3 e 5 anos, em Cidade Dutra, na zona sul da capital paulista. O caso causou comoção e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Castro participou de uma audiência de custódia nesta segunda-feira (10/8), quando a Justiça analisou a situação da prisão. A decisão pela preventiva significa que ele continuará preso enquanto as investigações sobre o crime avançam.
O homem procurou o 48º Distrito Policial (DP), em Cidade Dutra, na manhã de domingo (9/8), justamente no Dia dos Pais. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, ele contou aos policiais que havia matado as duas crianças por estrangulamento.
Ainda segundo o relato apresentado à polícia, Castro também informou onde estava o próprio veículo. Os agentes foram até o local indicado e encontraram os corpos das duas meninas dentro do carro.
A descoberta chocou os policiais e moradores da região, principalmente pela idade das vítimas. As crianças tinham apenas 3 e 5 anos. O caso agora deve passar por diferentes etapas da investigação, incluindo a realização de exames que poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias e a dinâmica das mortes.
As autoridades também investigam o que teria motivado o crime. Segundo apuração do Metrópoles, Castro teria cometido os assassinatos depois de ver uma fotografia da ex-companheira, mãe das meninas, acompanhada de amigas. A informação ainda faz parte das linhas investigativas e deverá ser analisada pela polícia.
Além da acusação relacionada à morte das filhas, o homem também é apontado como suspeito de violência doméstica contra a ex-companheira. Esse histórico poderá ser considerado durante a apuração, principalmente para entender como era a relação entre os dois e se existiam ameaças ou episódios anteriores de agressão.
O caso aconteceu em um contexto especialmente doloroso, já que a prisão ocorreu no Dia dos Pais. A data, normalmente marcada por encontros entre pais e filhos, acabou sendo acompanhada pela notícia da morte das duas crianças e pela prisão do próprio pai.
A Polícia Civil deverá continuar ouvindo pessoas próximas à família e reunindo documentos, depoimentos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu antes das mortes. A investigação também deverá buscar respostas sobre o momento em que as meninas foram mortas e sobre as circunstâncias que levaram Castro a procurar a delegacia depois do crime.
A prisão preventiva não representa uma condenação. Durante o andamento do processo, a Justiça ainda deverá analisar as provas reunidas pela investigação e as circunstâncias apresentadas pelo Ministério Público e pela defesa.
Enquanto isso, familiares das crianças enfrentam a perda das duas meninas, em um caso que chamou atenção justamente pela violência e pela idade das vítimas. A investigação deverá esclarecer os detalhes que ainda permanecem sem resposta e definir as responsabilidades criminais de Castro.