As investigações sobre a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, ganharam novos detalhes nesta semana e passaram a levantar uma hipótese ainda mais grave. Segundo informações divulgadas pelo portal Bacci, a Polícia Civil do Tocantins acredita que o pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, teria tentado criar uma versão para fazer parecer que o menino havia morrido após um afogamento.
Gustavo foi encontrado morto na casa do pai, em Palmas, na segunda-feira (3). De acordo com as informações apuradas até o momento, a criança teria morrido ainda durante a noite anterior. O caso chamou a atenção das autoridades principalmente pelas condições em que o corpo foi localizado e pela versão apresentada inicialmente pelo pai.
Segundo o delegado Eduardo Menezes, Igor teria permanecido dentro da residência até aproximadamente 16h30 de segunda-feira. A suspeita dos investigadores é de que esse período teria sido usado para organizar uma narrativa que pudesse sustentar a ideia de que Gustavo havia se afogado na piscina.
A intenção, ainda conforme a investigação, seria afastar qualquer possibilidade de que o próprio pai tivesse participação na morte do menino. A polícia, porém, passou a analisar outros elementos encontrados durante a apuração e a versão do suposto afogamento começou a ser questionada.
O resultado da certidão de óbito também trouxe informações bastante diferentes da primeira hipótese apresentada. Segundo o documento, Gustavo morreu em decorrência de choque hemorrágico e neurogênico, associado a uma hemorragia interna, laceração intestinal na região do reto e violência sexual.
Diante dessas informações, a possibilidade de um simples acidente na piscina deixou de explicar o que havia acontecido com a criança. A Polícia Civil passou então a investigar as circunstâncias da morte com base nos exames, depoimentos e demais evidências reunidas durante o trabalho policial.
O caso é tratado com cautela pelas autoridades, principalmente porque ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos. A investigação deverá apontar o que aconteceu dentro da residência e quais foram as circunstâncias que levaram à morte de Gustavo. Também será necessário determinar a eventual participação de cada pessoa envolvida.
Na quarta-feira (6), dois dias depois de o corpo ser encontrado, Igor Gustavo Veloso de Sousa e a madrasta da criança, Kathellen Moreira, foram presos. As prisões representam um novo capítulo na investigação e mostram que a polícia passou a trabalhar com uma linha diferente daquela apresentada inicialmente.
A morte de uma criança tão pequena provocou grande repercussão e deixou muitas perguntas entre familiares e pessoas que acompanham o caso. Ainda assim, é importante destacar que as suspeitas fazem parte de uma investigação em andamento e que a responsabilização criminal depende da conclusão das autoridades e das decisões da Justiça.
A Polícia Civil do Tocantins continua reunindo informações para esclarecer todos os detalhes. Exames periciais, depoimentos e outros elementos devem ajudar a reconstruir os últimos momentos de vida de Gustavo.
Enquanto isso, o caso segue sob investigação. As autoridades deverão esclarecer não apenas como a criança morreu, mas também se houve tentativa de ocultar ou alterar a verdadeira dinâmica dos acontecimentos. Até que a apuração seja concluída, novas informações podem surgir e modificar pontos da história que ainda permanecem sem resposta.