A dor da perda de um filho é algo difícil de colocar em palavras. Foi justamente esse sentimento que Gilberto Gil deixou transparecer ao falar pela primeira vez, de maneira mais profunda, sobre a morte da filha, a cantora Preta Gil. Em um dos trechos do documentário “Preta Gil – Eu Não Ando Só”, o músico emocionou o público ao recordar a trajetória da artista e confessar o tamanho da saudade que sente desde sua partida.
Preta Gil morreu aos 50 anos, após enfrentar uma longa batalha contra um câncer. Durante esse período, ela compartilhou momentos marcantes de sua rotina, mostrando não apenas o tratamento, mas também a força que encontrou para seguir em frente mesmo diante das dificuldades. Sua história acabou inspirando milhares de pessoas que acompanhavam sua recuperação pelas redes sociais e pela imprensa.
Em um trecho exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (12), Gilberto Gil fez um desabafo simples, mas carregado de emoção. “Quando ela morreu, quando ela teve que ir embora, o mundo disse: ‘Poxa vida’. Minha menina foi embora. Tenho muita saudade dela”, afirmou o cantor, visivelmente tocado ao lembrar da filha.
A declaração faz parte do documentário que promete mostrar um lado mais íntimo de Preta Gil. A produção reúne imagens gravadas pela própria cantora ao longo dos últimos anos de sua vida. Com o celular sempre por perto, ela registrou momentos de alegria, tristeza, esperança e também os desafios enfrentados desde o diagnóstico da doença.
Essas gravações acabaram se transformando em uma espécie de diário pessoal. Ao invés de esconder o sofrimento, Preta preferiu dividir parte dessa caminhada com quem a acompanhava. Ela mostrava consultas, conversas com amigos, reflexões e pequenos momentos do cotidiano, revelando uma mulher determinada a viver intensamente, apesar das limitações impostas pelo tratamento.
Além das imagens feitas pela cantora, o documentário também reúne depoimentos de familiares e amigos que estiveram presentes durante toda essa jornada. Cada relato ajuda a construir um retrato mais completo da artista, destacando não apenas sua carreira de sucesso, mas principalmente a pessoa carinhosa, divertida e acolhedora que conquistou tantos admiradores ao longo da vida.
A produção ainda busca mostrar o legado deixado por Preta Gil, tanto na música quanto em causas que sempre defendeu. Ela se tornou uma voz importante na luta contra o preconceito, levantando debates sobre diversidade, autoestima e respeito às diferenças. Mesmo nos momentos mais difíceis, continuou transmitindo mensagens de coragem e esperança.
Para Gilberto Gil e toda a família, o documentário representa também uma forma de manter viva a memória da cantora. As lembranças registradas por ela mesma ajudam a eternizar sua história e permitem que o público conheça detalhes que nunca haviam sido mostrados.
A expectativa é que o filme emocione fãs de diferentes gerações, reunindo memórias, histórias e imagens inéditas que mostram quem foi Preta Gil além dos palcos. O depoimento de Gilberto Gil já antecipou o tom sensível da produção e deixou claro que, apesar da ausência, o carinho e a saudade continuam presentes todos os dias. Mais do que contar a história de uma artista, o documentário presta uma homenagem à mulher que marcou a música brasileira e permaneceu inspirando pessoas até os seus últimos momentos.
Não tenho a menor capacidade emocional pra assistir esse documentário da Preta Gil pic.twitter.com/nuYFVV0JoA
— Central Reality (@centralreality) July 13, 2026