Com dois gols marcados diante da Escócia nesta quarta-feira (24/6), Vinícius Júnior voltou a ser assunto não só pelo desempenho em campo, mas também por uma marca que começa a colocar seu nome ao lado de gigantes da história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.
O atacante do Real Madrid ultrapassou nomes como Ronaldinho Gaúcho e Romário em número de participações diretas em gols no torneio mais importante do futebol mundial. No total, Vini Jr. chegou a oito participações em gols, somando gols e assistências, mesmo tendo disputado apenas sete partidas de Copa até aqui. É um número que chama atenção pela velocidade com que foi construído, principalmente quando comparado com craques que tiveram trajetórias mais longas em Mundiais.
Até então, Ronaldinho e Romário apareciam com seis participações cada. Ronaldinho Gaúcho, com toda sua criatividade e talento marcante, somou dois gols e quatro assistências em dez jogos disputados nas Copas de 2002 e 2006. Já Romário, símbolo da conquista de 1994 e referência de finalização, terminou sua trajetória em Mundiais com cinco gols e uma assistência em oito partidas, jogadas entre as Copas de 1990 e 1994.
O que chama mais atenção no caso de Vini Jr. é justamente a proporção. Em poucos jogos, ele já conseguiu ultrapassar marcas de jogadores históricos que levaram anos e diferentes edições de Copa para construir seus números. Isso vem alimentando debates entre torcedores e comentaristas sobre o atual momento do atacante com a camisa da Seleção.
Os números recentes de Vini Jr em Copas do Mundo:
7 jogos, 5 gols e 3 assistências (Copas do Mundo de 2022 e 2026). Um desempenho que mostra não só evolução, mas também consistência em jogos de alta pressão, algo que sempre foi cobrado dele nos primeiros anos de Seleção.
Comparando com outros nomes do futebol brasileiro no século atual, apenas três jogadores aparecem com números superiores ao atacante neste recorte de Copa do Mundo. São eles Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Neymar, todos com trajetórias marcantes e em diferentes gerações da Seleção.
Ronaldo, por exemplo, que disputou as Copas de 1994, 1998, 2002 e 2006, acumula 19 jogos, 15 gols e 4 assistências, totalizando 19 participações diretas em gols. Ele segue sendo um dos maiores nomes da história dos Mundiais, especialmente pelo desempenho decisivo na campanha de 2002.
Rivaldo, peça importante também na conquista do pentacampeonato, soma 14 jogos, 8 gols e 3 assistências nas Copas de 1998 e 2002, chegando a 11 participações em gols. Já Neymar, principal nome da Seleção na era mais recente, acumula 10 jogos, 8 gols e 3 assistências entre as Copas de 2014, 2018, 2022 e 2026, também com 11 participações.
O cenário coloca Vini Jr. em uma posição curiosa: mesmo ainda no início de sua trajetória em Copas, ele já aparece próximo de números que levaram anos para serem construídos por lendas do futebol brasileiro. Claro que ainda existe um caminho longo pela frente, e comparação direta entre gerações sempre gera discussão, mas os dados não deixam de chamar atenção.
Dentro de campo, o atacante vem mostrando mais confiança, mais presença em jogos decisivos e principalmente maior participação direta nas jogadas de gol. Algo que antes era visto com certa irregularidade, agora começa a aparecer com mais constância.
E claro, como sempre acontece quando um jovem jogador começa a bater marcas de ídolos históricos, o debate cresce. Parte da torcida já fala em “novo ciclo de protagonista”, enquanto outros preferem cautela, lembrando que Copa do Mundo exige regularidade em alto nível por muitos anos.
Fato é que Vini Jr. vai escrevendo sua própria história, jogo após jogo, e esses números recentes contra a Escócia só reforçam que ele entrou de vez no radar dos grandes nomes que já vestiram a camisa da Seleção Brasileira em Mundiais.