Grave Incidente em Escola de Campinas: Mãe Denuncia Maus-Tratos a Filho Autista
No dia 1º de junho, uma situação alarmante ocorreu na Emef Professor Vicente Ráo, localizada no Parque Industrial, em Campinas. A mãe de um adolescente de 13 anos, que é portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA), fez uma denúncia preocupante à polícia, que investiga o caso como possível injúria e constrangimento. O jovem, que não se comunica verbalmente e depende de apoio integral, foi submetido a uma situação que deixou sua família devastada.
O Relato da Mãe
A mãe do adolescente compartilhou sua experiência com a EPTV, afiliada da TV Globo, revelando que percebeu algo errado ao preparar seu filho para o banho em casa. “A fralda estava virada do avesso, com o algodão para fora, e ele estava amarrado com fita adesiva. Eu precisei cortar com uma tesoura, estava muito apertada”, disse ela, claramente abalada.
Após remover a fita adesiva e a fralda, a mãe se deparou com outra surpresa perturbadora: a virilha do seu filho havia sido depilada. “Eu sempre faço a higiene antes de ir para a escola, e ao vê-lo, percebi que estava completamente diferente, nítido. Era muito visível, só de tirar a fralda eu já fiquei apavorada ao ver como estava”, relatou, expressando sua indignação.
Resposta da Secretaria Municipal de Educação
A Secretaria Municipal de Educação de Campinas declarou que as funcionárias envolvidas eram de uma empresa terceirizada e foram afastadas imediatamente após a denúncia. A pasta enfatizou que não autoriza procedimentos desse tipo e que está colaborando com as investigações. “Assim que soubemos do caso, tomamos as medidas necessárias e estamos à disposição para prestar todas as informações que forem solicitadas”, afirmou um representante da secretaria.
Sentimentos de Impotência e Culpa
A mãe do adolescente não escondeu sua frustração e preocupação. “Fiquei muito assustada. É uma mistura de sentimentos, de culpa e impotência. Como puderam mexer no meu filho? É um ato extremamente íntimo”, desabafou. Ela registrou um boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de Campinas no dia seguinte, em 2 de junho, e o advogado da família, Jorge Veiga, confirmou que um exame de corpo de delito foi solicitado para apurar as circunstâncias do incidente.
Histórico de Problemas na Escola
Além do incidente recente, a mãe também relembrou que seu filho já havia enfrentado uma situação de agressão verbal por parte de uma professora na mesma escola. Na ocasião, o jovem tentou abraçar a professora e acidentalmente esbarrou em seus óculos, o que desencadeou uma reação desproporcional. “Ela o chamou de demônio. Isso ficou registrado apenas como um processo administrativo, e eu confiei na escola”, disse a mãe, refletindo sobre a confiança que tinha na instituição.
O Que Diz a Prefeitura?
Em resposta ao caso, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que não há registros em vídeo do incidente, pois aconteceu em uma área reservada da escola. A prefeitura reiterou que o aluno foi acolhido e que a família recebeu apoio. “Estamos comprometidos com a segurança e o respeito a todos os nossos estudantes. Este incidente é inaceitável e estamos tomando todas as providências necessárias”, acrescentou a nota oficial.
Reflexão Final
Esse caso levanta questões cruciais sobre a segurança e a qualidade do atendimento a alunos com necessidades especiais nas escolas. É fundamental que as instituições de ensino estejam preparadas para lidar com a diversidade e garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os alunos. A sociedade precisa estar atenta e exigir responsabilidade das autoridades competentes.
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