Investigações Paralelas: A Conexão entre a Abin e o Coaf Durante o Governo Bolsonaro
Recentemente, a Polícia Federal (PF) apreendeu a agenda do general Augusto Heleno, que foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo de Jair Bolsonaro. O conteúdo dessa agenda trouxe à tona uma informação que pode mudar a percepção sobre a atuação do governo na relação com órgãos de controle e investigação no Brasil. De acordo com a CNN, a agenda contém uma anotação que sugere que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) foi utilizada para investigar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) durante o mandato de Bolsonaro.
O Contexto das Investigações
Essas anotações estão ligadas ao que ficou conhecido como a “Abin paralela”, uma suposta operação destinada a monitorar e investigar adversários do governo. Segundo fontes da PF, essa anotação é parte de um assunto discutido em uma reunião que envolveu Augusto Heleno, o ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, e o próprio Jair Bolsonaro. O foco dessa conversa foi a investigação que estava em andamento sobre o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e então senador pelo estado do Rio de Janeiro.