O mais novo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) introduziu na equipe de transição de governo alguns sindicalistas que trabalharão para fazer com que a contribuição sindical volte a ser obrigatória para todos os trabalhadores brasileiros.
Vale ressaltar que, desde 2017, esse valor descontado em folha do trabalhador, deixou de ser obrigatório, dando a livre escolha do trabalhador permitir ou não o pagamento que representa um dia seu de expediente.
A volta do imposto sindical, todavia, pode vir com outra nomenclatura. A revista Veja ouviu alguns integrantes que estão trabalhando incansavelmente no novo governo com uma proposta de “taxa negocial”.
O sindicato fará uma reunião com um número reduzido de sindicalistas para decidir a questão, garantindo que ela volte a ser descontada da folha de pagamento dessa categoria de trabalhadores da mesma forma que as contribuições sindicais.Mostrar Alterações
O sindicato fará uma reunião com um número reduzido de sindicalistas para decidir a questão, garantindo que ela volte a ser descontada da folha de pagamento dessa categoria de trabalhadores da mesma forma que as contribuições sindicais.
Caso essa cobrança seja realmente retomada, os trabalhadores pagarão anualmente uma valor de R$ 4 bilhões para os sindicatos.
LULA DEFENDEU IMPOSTO SINDICAL
Em abril 2022, antes do começo oficial da campanha eleitoral, o petista esteve na CUT, em São Paulo, onde defendeucom unhas e dentes o retorno obrigatório das contribuições que ele chamou de “financiamento solidário e democrático da estrutura sindical”.
– O que a gente quer é que seja determinado, por lei, que os trabalhadores e a assembleia livre e soberana decidam qual é a contribuição dos filiados de um sindicato. E as centrais sindicais e as assembleias livre e soberana decidam qual é a contribuição do sindicato para a entidade.
As contribuições obrigatórias equivalem cerca de 98% da arrecadação dos sindicatos.