Durante o segundo turno das eleições, disputado entre o atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma enorme apreensão envolvendo as urnas eletrônicas acometeu milhões de brasileiros, que demonstravam preocupações com a veracidade dos votos.
Com isso, o Ministério de Defesa foi chamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para ser um dos órgãos fiscalizadores, obtendo acesso às etapas de preparação e realização da corrida presidencial. Os profissionais obtinham o intuito de identificar possíveis inconstâncias no sistema eleitoral.
Após a vitória de Lula vir à tona, com o petista recebendo 2,1 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro, o relatório militar, juntamente de órgãos internacionais informaram, de uma vez por todas, se de fato houve fraude nas eleições para a presidência.
Através do documento publicado pelos militares, foi descartado possíveis inconstâncias, contudo, os profissionais enfatizaram que houve algumas restrições para a realização da fiscalização. O relatório ainda sugeriu algumas melhoras que poderiam ser realizadas nas 6 das 8 etapas, como na abertura do código-fonte das urnas, além da lacração dos sistemas usado; da cerimônia de assinatura digital, dentre outros.
Cabe enfatizar, contudo, que em nenhuma das fases pôde ser encontrado possíveis fraudes ou irregularidades.
De acordo com o Ministério, o comunicado possuiu o objetivo de evitar possíveis distorções do conteúdo relacionado ao relatório, destacando que foi indicado alguns aspectos importantes que necessitam de esclarecimento.
Foi informado, também, que houve possíveis riscos na segurança em relação a geração dos programas das urnas pelo fato da ocorrência do acesso aos computadores do Tribunal Superior Eleitoral no decorrer da compilação do código fonte.
Forças Armadas se pronuncia sobre manifestações em apoio à Bolsonaro
Nesta sexta-feira (11), comandantes da do Exército, Marinho e Aeronáutica tomaram a decisão de emitir um comunicado a respeito das manifestações que demonstravam descontentamento com a derrota de Jair Bolsonaro.
Na nota, os comandantes condenam as restrições de direitos realizadas por alguns agentes públicos, bem como os excessos ocorridos durante os protestos.