Uma família de Tocantins, passou por uma experiência muito triste, após o acidente grave de moto do pedreiro Deonir Teixeira da Paixão, de 46 anos, o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins, entregou a família da vítima seus membros inferiores em uma caixa de papelão.
Segundo informações da secretaria teria ocorrido uma falha de comunicação, na caixa entregue a família tinha um recado, onde dizia: “Membro inferior direito sem o pé e membro inferior esquerdo com o pé. Obs: falta um pedaço da perna direita também”, dizia o recado escrito à mão.
A vítima do grave acidente, teria perdido uma perna no acidente, já quando foi socorrido e encaminhado para o hospital, a outra perna precisou ser amputada.
A sobrinha da vítima contou ao G1 o tamanho do constragimentos que passou com a situação:
“O hospital nos entregou em mãos. Disseram que se a gente não recebesse para enterrar eles iriam descartar no lixo hospitalar. Não avisaram nada de que iriam enterrar ou incinerar tudo direitinho. Muito constrangedor isso aqui”, desabafou.
A família ainda foi até uma funerária obter informações sobre oque fazer com os membros. “O funcionário que foi lá tinha 14 anos de serviço e disse que isso nunca tinha acontecido. Que quando entregam o membro eles pegam no necrotério”, afirmou à reportagem a sobrinha.
“O filho que recebeu o material está em estado de choque. Chamamos a funerária porque não sabíamos o que fazer. Receber o resto de uma pessoa e enterrar no fundo de um quintal? Era 30% do corpo dele. As duas pernas inteiras”, descreveu.
Falha de comunicação
A secretaria de saúde do Tocantins, declarou que houve um erro, oque seria uma falha de comunicação na entrega dos membros, veja a nota oficial abaixo.
“A SES-TO pontua que em caso de amputações a equipe multiprofissional da unidade hospitalar informa aos familiares sobre a necessidade do procedimento para a manutenção da vida do paciente e no ato é dada à família a escolha de levar os membros ou deixar a cargo do serviço de saúde o descarte dos mesmos”, iniciou o comunicado a nota.
“Quando o hospital é responsável pelo descarte de membros ele ocorre através de empresa especializada contratada para a realização do referido serviço, a qual não trata o material como lixo comum”, finalizou a nota.